Mês: Fevereiro 2017

APARENTE FALSIDADE

Início do ano 2017, no estado capixaba há, convenientemente, falsa impressão de impedimentos da saída da tropa policial protagonizados por alguns dos seus familiares postados nos portões dos quartéis, enquanto, em Minas, por membros-corporativos da classe militar anunciou-se início de greve, ao que parece, sem o subterfúgio de imputação a terceiros culpa da provável paralisação no território mineiro.
A proliferação de espécie que defende, quase sempre, interesse do próprio CORPO, isto, presente no âmbito público e noutros quadros privados, embora, quanto à questão desídia-operacional, acaso imposta legal ou ilegalmente por grupo de associação ou sindicato, resultar-se-á demissões de participantes de movimentos reivindicatórios.
Há quem acredita na desorganização e balburdia como meio de transformação a produzir melhoria, além de desconhecer regras (leis) que seriam condução, indiscriminadamente, à obediência à ordem ou normalidade.
“O falso é tão próximo do verdadeiro que mesmo sábio padece de dúvida frente a ambos”.
João S. Souza

IMPREGNAÇÃO PATENTE

Impõe-se má FALA como hábito. O livro crônico Antídoto Temporão, de 2010, aborda o tema com exposição de situações fáticas extraídas das centenas de anotações.
Há algum tempo, aproximadamente duas décadas, observo “dissertação” produzida a partir de emissoras de rádio e televisão.
Protagonistas de produção midiática alcançam e contaminam, indiscriminadamente, seguidores-ouvintes, além da anuência de interlocutores (entrevistados) em tempo real tupiniquim. Ignorância funcional à parte, prevalece o descaso com o dever de ofício, que difunde formato estonteante, massificador, que institui ERRO em lugar de ACERTO.
A “moda” atual é “acabou” daqui e acolá, não importa se referente à MORTE ou a NASCIMENTO, tal qual a utilização indevida do “vai” aqui, “vai” pra lá, “vai” pra cá, “entrar dento” disso e “sair fora” daquilo. Indivíduos (comandados e patrões) desnorteiam a população e destituem a Escola com supressão do conhecimento. O desdém e deboche da Inteligência têm preço e peso de ouro, ou seja, “mercadoria” deteriorada, equipara-se a produto de açougue imprestável ao consumo, pois, nocivo à saúde, embora, no que tange à questão do produto mídia eletrônica, prevalece a complacência do Estado, que, benevolentemente, alimenta empreendimentos do gênero, pois, alguns bilhões monetários sacados do erário, sem qualquer cerimônia, são pagos anualmente a título de propaganda de governos (municipal, estadual e federal) travestida de anúncios institucionais. Prática medíocre, escancarada aos nossos olhos e, principalmente, introduzida aos ouvidos de todos com os privilégios naturais da visão e da audição. Grave transgressão a constituição Federal (artigo 37), além da ofensa aos elementares princípios éticos e morais necessários à URBANIDADE e à HARMONIA para o desejável convívio social.
João S. Souza

MISERABILIDADE SEM ORDEM

O juiz Eliezer Siqueira de Sousa Junior, da 1ª Vara Cível e Criminal de Tobias Barreto, no interior de Sergipe, negou pedido de indenização ao aluno que pleiteou contra o professor que tomou seu celular em sala de aula.
O educador retirou o celular do aluno, porque ouvia música com os fones de ouvido durante a aula.
O estudante, representado por sua mãe, postulou reparação por danos morais sob o argumento “seu sentimento de impotência, revolta, além de um enorme desgaste físico e emocional”.
Decidiu o juiz:
“Professor é o indivíduo vocacionado a tirar tantos outros indivíduos das trevas da ignorância, da escuridão, para obter as luzes do conhecimento, dignificando-o como pessoa que pensa e existe.
Ensinar era um sacerdócio e uma recompensa, hoje, parece um carma. O aluno descumpriu uma norma do Conselho Municipal de Educação, que impede a utilização de celular durante o horário de aula, além de desobedecer, reiteradamente, o comando do professor, pois, não houve abalo moral, isto porque o estudante não utilizava o celular para trabalhar, estudar ou qualquer outra atividade edificante.
Assim, julgar procedente (justa) esta demanda (pedido) é desferir uma bofetada na reserva moral e educacional deste país, privilegiando a alienação e contra educação, as novelas, os realitys shows, a ostentação, o ‘bullying intelectivo’, o ócio improdutivo, enfim, toda a massa intelectivamente improdutiva que vem assolando os lares do país, fazendo às vezes de educadores, ensinando falsos valores e implodindo a educação brasileira, no país que virou as costas para a Educação e que faz apologia ao hedonismo inconsequente, através de tantos expedientes alienantes, reverencio o verdadeiro HERÓI NACIONAL, que enfrenta todas as intempéries para exercer seu ‘munus’ (função) com altivez de caráter e senso sacerdotal, o Professor.”

Pena que a maioria brasileira perde quase todo tempo a observar asneiras, diga-se, ocupações degenerativas cerebrais, consequentemente, deprimentes, e parte desse contigente enxerga a Escola como instituição limitada a validar (legitimar) diplomação, sem se pensar na necessária edificação humana, ou seja, aprendizado em amplo sentido.
João S. Souza

Page 2 of 2

Powered by WordPress & Theme by Anders Norén