NEURÔNIOS, ou VOCABULÁRIO!/?

NEURÔNIOS, ou VOCABULÁRIO!/?

Avidez própria em busca de distância da inseparável ignorância — acompanhante-implacável a partir da concepção dque me trouxe à superfície terrestres, inclusive e principalmente o ambiente familiar habitado por analfabetismo, há mais de meio-século — e, a partir desse surgimento, penetram nos ouvidos, olhos e, claro, na cavidade cerebral por meio de transmutação, como rádio, tv, outdoor, web/internet, ao que parece, igualmente ao dito na letra do Rock’n Roll-nacional “não poupa ninguém”, senão vejamos, apenas para argumentar: “o ex-governador (Sérgio Cabral) segue preso” (repórter Band News-FM, reprisada vezes na manhã de 19/11/16); “… vai, vai acabar sofrendo …” (M. Iung – CBN – 7:15h, 23/11/16); “... acabou.. acabou… acabou…”>strong> (a repórter, noticiou resultado-negativo do inquérito-policial relativo à morte do torcedor-de-futebol nas dependências do estádio Mineirão, ‘MGTV’, às 12:52h, 24/11/16); “… Vitor Paixão acabou morrendo”, “a CBF cabou de informar… a CBF acabou de informar…”, “… o presidente M. Temer acaba de decretar luto oficial por três dias”, “… essas voltas (avião) acabam…” e “… Renan, na semana que ele acaba de se tornar réu” (Eduardo Barão — Band-FM, respectivamente, às 8:20h e 8:26h – 03 e 05/12/16); “… acabou não viajando…” (Carla Mengati — Band-FM, 08:22h); “… o Palácio do planalto acabou de pronunciar…” (o repórter da Band-FM, às 8:23h), “… a irmã do Alan acaba de dar…” (08:27h — repórter Band-FM); “… o presidente M. Temer acabou de atualizar…” (R. Orengo — Band-FM, 09:30h), eis o resumo das iniciais notícias do acidente-aviação na Colombia, que vitimou o time e acompanhantes do Chapecoense-S.Catarina.Expressões verbais ( seria, teria, ficaria — futuro-do-pretérito) condicional, repetidas, automático e indiscriminadamente, em retóricas radiofônicas e televisivas, mormente nos seus “quadros” noticiosos, como “… a medida que estaria chovendo” (M. Iung — CBN — 07:05h/29-11-16); “… o restaurante popular-2 vai passar por adaptação…” (repórter/apresentadora – CBN-BH – merchandising da Prefeitura de B. Horizonte — 06/12/16 — durante toda manhã); “… pessoas que não foram viajar…” (E. Barão — 07:53h/29-11-16 — Band-FM); “… vou mostrar onde a dúpla gravou cd deles…”, “… evitamos se encontrar…” (Xuxa 22:59h e 22:59h, respectivamente, em 12/12/16 — Tv-Record); “… passageiros (move-av Vilarinho) precisaram subir em cima do ônibus…” (G. Ibraim repórter-CBN-BH, 13/12/16 – 8:00h); “… quatro pessoas acabaram morrendo…” (C. Viana – tv-Record, 18:51h-14/12/16); … segundo os vizinhos, o serviço não estaria sendo feito (reporte Rafael – tv-Record, 19:10h, 14-12-16); “… acabou sendo desvirtuado (projeto-lei) … são empresas, indústrias que acabaram financiando isso” – corrupção (M. Yung, 7:10h e 7:14h — 15/12/16 – entrevista Olavo G. Junior-Fieng). Salvo improvável engano, apresentaria centena de exemplares inerentes a descaminho de porta-vozes midiáticos e, também, os seus “interlocutores” (entrevistados) de variadas funções/cargos, que insistem, ante à população, desconhecimento da questão tempo-verbal, contudo, há exigência de economia de espaço e falatório, mas, não nos impedem de trazer à presente luminosidade: “Isso eu desconcordo…”, às 10:20h e “Eu entrei dentro da sala…” (presidente da Câmara M. B. Horizonte, W. Magalhães, à rádio CBN — 02/12/16); “… acabou batendo na árvore (choque da asa do avião da Lâmia) … acabaram sobrevivendo — dois tripulantes, localizados na traseira da arenave (Band-FM, 07:25h);“… três jornalistas da Tv-Globo acabaram ficando por lá – RJ” (Eduardo Barão, 07:36h -03/12/16); “… nós acabamos ficando em São Paulo” (prefeito de Chapecó – 07:52h – 03/12/16); “… acabou acelerando o caminhão e acabou indo…” (popular entrevistado sobre tragédia morte de 4 pessoas com abertura de cratera na estrada R. Nenes – tv-Record, 19:19h-14/12/16); “… a conta de luz eu acabo deixando… eu acabo deixando” (prof. Larissa, R. G. Sul – 7:05h, à CBN); “… ataque – a bomba Turquia – acaba de ser confirmado.” (a repórter/apresentadora, CBN, 7:13h – 17/12/16); “… Esporte Espetacular acaba de iniciar…, “… mundial de clube acaba de terminar” (Fernanda, apresentadora Esporte Espetacular, 11:03 e 11:04h, respectivamente, 18/12/16);”Que horas é que começa o Verão, João?“, “… por enquanto, você (ouvinte)segue me acompanhando aqui… vai…“, “… o Reino Unido deixou a U. Europeia após 40 anos…” (M. Yung, às 7:26h, 20/12/16, às 7:37, 20/12/16 e 06:36h, 21/12/16 respectivante, na CBN); “… pra ver se segue — negociação com pretendido técnico estrangeiro –, … 0 Coríntians segue…” (o repórter – Globo Esporte, 13:20h, 20/12/16); “… por enquanto você (ouvinte) segue acompanhando aqui…”, “você vai” (M. Yung, 7:37h), “acaba que ficamos muito limitados” (médico-endrecologista, 21:53h, à tv Record), prefreito eleito (Dória) acabou mudando de ideia” (a repórter – Jornal da Record , 22:01h, 21/12/16); … um exemplo recente que serve de exemplo…” (Etevaldo Cerqueira – CBN – 06:36h, 22/12/16); “… assim, desembargadores – RJ – seguem recebendo super-salários” (Leandro Resende – repórter CBN, 7:06h, 22/12/16); “… as vítimas foram levadas…” (Raquel – repóter CBN, 20:36h, 23/12/16); “Bandidos invadiram o CT do Fluminense, e dois seguranças acabaram feridos” e “… policiais abaram feridos…” (aprestador, Eraldo, às 20:43h e a repórter, às 20:45h, respectivamente, Jornal Nacional); “… ela (fruta) acaba servindo para alimentar os animais silvestres” (apresentador do ‘Globo Rural’, 8:56h, 25/12/16); “Quem passar pela C. Machado, região da Valdomiro Lobo, vai encontrar trânsito…” (apresentador CBN-BH – 8:54h, 05/01/17); “O problema que a dente nunca prendeu tanto no Brasil e nós não resolvemos o problema” (Rafael Pagipane, especialista, CBN, às 7:14h – e “Bom, só pra a gente fechar nossa conversa” (M. Yung, CBN, às 07:18h), ambas em O6/01/17; “S você for passar pela avenida… vai encontrar” (noticiaresta CBN-BH, às 09:27 – 30/01/17); “A água entrou dentro do salão…” (estudante de medicina, em calourada, Jornal da Record, às 21:49h, 01/02/17).
Registra-se nesta oportunidade lembrança da fase-primária/fundamental de escolarização
, em todas as partes deste “mundo-cão”, não oferta benesses a simples mortal, período (tempo) suficiente a contrair saber básico de dominação razoãvel da pronuncia oral e escrita. João S. Souza